O passado do meu povo é triste
O passado do meu povo não passa
O passado do meu povo se firma
O quilombo não é mais nas matas

O passado do meu povo é de luta
O passado do meu povo oprimido
O passado do meu povo tem glórias
Só que as vitórias não se encontram nos livros

O meu povo vira a cara para o passado
O passado de injustiça não passou
Os quilombolas hoje estão alienados
O ideal dos quilombos parece que acabou

A cultura do meu povo hoje é esquecida
As lembranças do passado parecem não ter mais vida
Os Orixás que um dia tiveram glória e louvor
Parecem ser lembranças de um preto velho pescador

Vida de preto!
Diga lá, diga lá meu preto velho
Diga meu preto!
Ou será que já foi para o cemitério

O passado que passou ou que ainda passará
O presente que ficou a sabedoria do lugar
As vitórias do passado ainda ficam na lembrança
Lembrança de um preto velho que um dia foi criança

Tudo com tempo tem tempo foi assim que eu ouvir
Num terreiro, numa roça onde eu vim me redimir
A sabedoria do meu povo só vai deixar de passar
Quando lembrar do passado e reverenciar os Orixás

Vida de preto!
A caridade, a justiça, o respeito

Diga meu preto!
Ou será que já foi para o cemitério

Diga lá, diga lá meu preto velho

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