Espiritualmente abalado por preocupações mundanas, tentou relembrar dos velhos e doces momentos de sua inocente adolescência. Não sabia como tudo veio a estar assim, tão frio e cinzento. Naqueles instantes de vida, tudo perderá a cor. Tempos de monotonia entediante. Vivia em constante espera… ansiava pelo sagrado em si. E, almejava a Magia Mística que lhe presenteasse com a mais bela maravilha do SER.

Lembrara-se da visão que teve na infância, enquanto brincava de bola com seus coleguinhas na Rua dos Escombros. Essa rua tinha esse nome, pelo fato de ter muitas ruínas de casas velhas abandonadas e terrenos baldios. Estava a brincar de bola, em que seus coleguinhas adiantaram-se correndo pela frente, ficando ele para trás. Quando avistou, em meio caos acinzentado e cheio de limo dos escombros de um prédio abandonado, dois seres inefáveis, de um azul sublime, com listras e enfeites multicoloridos e encantados. Então, curioso, fora andando por entre os montes de entulho de cimento e vigas de ferro, e, atrás de uma coluna arruinada, se pôs de pé as escondidas perscrutando o que esses dois seres encantados faziam.

Nisso! Ficou surpreendido ao ouvir um dos seres dizer ao outro:

— Sabe! O menino atrás da coluna… — ao ser chamado atenção, a outra criatura encantada virou o rosto para pilastra danificada, enquanto o mesmo continuou a dizer — …ele é especial.

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